Na última semana, Mato Grosso registrou mais três casos de bebês com microcefalia. Em todo o Estado já são 341 notificações. Os dados referem-se até o dia 26 de novembro.
Os casos de microcefalia foram notificados em 55 municípios, no entanto, as cidades com maiores índices são Rondonópolis, Cáceres e em Cuiabá.
A equipe da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde esclarece que utiliza as definições vigentes no Protocolo do Ministério da Saúde para confirmar ou descartar os casos suspeitos.
O Ministério considera um caso confirmado após análise clínica radiológica ou laboratorial.
De acordo com o Protocolo, a investigação da causa da microcefalia é realizada somente nos casos notificados que apresentem características sugestivas de infecção congênita, para a identificação da infecção pelo vírus Zika, entre outros agentes infecciosos.
Alteração do perímetro cefálico
O Ministério da Saúde mudou, seguindo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o critério para considerar bebês com microcefalia. A medida do perímetro cefálico em recém-nascidos passou de 32 cm para 31,9 cm em meninos e 31,5 cm em meninas.
Em dezembro, o parâmetro para diagnóstico da doença já havia diminuído, passando de 33 cm para 32 cm. As alterações têm como objetivo padronizar as referências para todos os países, valendo para bebês nascidos com 37 ou mais semanas de gestação.
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